Que Mamãe Oxum lhe cubra com seu manto dourado

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Sacerdotes dos Orixas




Os filhos-de-santo são os sacerdotes dos orixás, da mesma forma como, na Igreja Católica, os padres são os representantes de Deus.Nem todos, porém, são preparados para “receber” os santos.


Existem os que cuidam dos filhos-de-santo quando os orixás “baixam”, os que sacrificam os animais, os que tocam os atabaques e os que preparam a comida.Os búzios, usados como instrumento de adivinhação, é que vão dizer qual é a função de cada um.A entrada para essa hierarquia é por indicação do orixá.É o que se chama “bolar no santo”.


A partir daí, o abiã (noviço) tem que se submeter aos rituais de iniciação - cerimónias do bori, orô e saídas de iaô.Um recém-iniciado passa de um a seis meses a viver dentro de severas restrições.É o tempo de quelê - o período em que o abiã usa um colar de contas justo ao pescoço. Enquanto usar o quelê, ele deve vestir branco, comer com as mãos e sentar-se só no chão. Estão proibidas as relações sexuais e os pratos que não sejam os do seu orixá.


Nem todos os terreiros seguem à risca todas as imposições. Mas pelo menos algumas têm de ser obedecidas: é parte do compromisso do abiã com o seu Orixá e o seu pai ou mãe-de-santo.As obrigações não terminam por aí: o iniciado, que agora se chama iaô, terá de cumprir ainda três rituais - depois de um ano, três anos e sete anos - , com sacrifícios, toques e oferendas.Só depois ele se pode candidatar a ebômi, o grau seguinte da hierarquia.


locilogun.blogspot.

2 de Fevereiro Yemanjá

Nossa Senhora dos Navegantes


Fevereiro é um mês animado e que costuma passar muito rápido, pois além de ser o final das férias escolares, geralmente acomoda uma das maiores festas do Brasil, o carnaval. Esse é o único mês do calendário com 28 ou 29 dias, quando bisexto. Como 30 de fevereiro não existe, tornou-se conhecido como o “dia de São Nunca”, um santo fictício, criado para representar o dia que nunca vai chegar.

Mas o mês também conta com várias datas importantes e dias dedicados a santidades de destaque. Dia 2 é feriado em homenagem a padroeira de Porto Alegre, Nossa Senhora dos Navegantes ou Iemanjá, como é conhecida nas religiões de origem africana. No dia de sua festa, a santa é conduzida em procissão pelos fiéis, parte por terra e outra pela água, no Lago Guíaba.

A terça-feira de carnaval é feriado oficial, mas os bailes e comemorações começam sempre na sexta-feira anterior, inclusive com os desfiles de blocos e escolas de samba tradicionais. A semana de realização do carnaval é móvel, ocorrendo sete domingos antes daquele que for definido pela igreja católica para a celebração da Páscoa. Esta, por sua vez, deve cair no primeiro domingo após a lua cheia que se segue ao equinócio de primavera no hemisfério norte. Para complicar ainda mais, não se trata da mesma lua cheia que os habitantes da Terra contemplam, mas sim uma "lua cheia eclesiástica, cujo cálculo remonta a um sistema utilizado na Idade Média, e que não coincide com a tabela astronômica atual.

Por todos estes motivos, pode ocorrer do carnaval ser celebrado em março. Mas aí, é outra história. No País Tropical de Jorge Ben Jor, "em fevereiro, tem carnaval" e pronto. Que prevaleça o verso, salvo definição em contrário.







proweb.procempa







Os Pretos velhos na Escravidão


Hoje, graças a uns poucos registros históricos e à herança cultural deixada aos seus descendentes, é possível traçar a origem dos negros brasileiros em três grandes grupos: os da região do atual Sudão, em que os iorubas, também chamados nagôs, predominam; os que vieram das tribos do norte da Nigéria, a maioria muçulmanos de hábitos refinados, chamados no Brasil de malês ou alufás; e, por fim, o grupo dos bantos, capturados nas colônias portuguesas de Angola e Moçambique.

Essa vergonha foi tão duradoura que o Brasil, até hoje, guarda a triste marca de ter sido o último país do Ocidente a abolir a escravidão, em 13 de maio de 1888. Também não há como calcular o impacto desses contingentes na população branca aqui estabelecida. Não temos com exatidão o número de habitantes do Brasil no período colonial. Estima-se, por exemplo, que no início do século XIX deveria estar por volta de 2,5 milhões, dos quais 2/3 seriam pessoas negras ou mestiças, excetuando-se os indígenas.

Desde fugas isoladas, passando pelo suicídio, pelo banzo (nostalgia que fazia o negro cair em profunda depressão o levando à morte) e pelos quilombos, várias foram as formas de resistência do negro à escravidão, sendo a formação dos quilombos a mais conseqüente.

Os quilombos eram aldeamentos de negros que fugiam dos latifúndios, passando a viver comunitariamente. O maior e mais duradouro foi o quilombo dos Palmares, surgido em 1630 em Alagoas, estendendo-se numa área de 27 mil quilômetros quadrados até Pernambuco. Desenvolveu-se através do artesanato e do cultivo do milho, feijão, mandioca, banana e cana-de-açúcar, além do comércio com aldeias vizinhas.

Seu primeiro líder foi Ganga Zumba, substituído depois de morto por seu sobrinho Zumbi, que tornou-se a principal liderança da história de Palmares. Zumbi foi covardemente assassinado em 1695 pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, contratado por latifundiários da região.

Apesar dos muitos negros mortos em Palmaras, a quantidade de escravos crescia muito e em 1681 atingia a cifra de 1 milhão de negros trazidos somente de Angola.

O grande número de negros utilizado como escravos, deixa clara a alta lucratividade do tráfico negreiro, responsável inicialmente pelo abastecimento da lavoura canavieira em expansão nos séculos XVI e XVII e posteriormente nas áreas de mineração e da lavoura cafeeira nos séculos XVIII e XIX respectivamente


Preto-velho na Umbanda, são espíritos que se apresentam em corpo fluídico de velhos africanos que viveram nas senzalas, majoritariamente como escravos que morreram no tronco ou de velhice, e que adoram contar as histórias do tempo do cativeiro. Sábios, ternos e pacientes, dão o amor, a fé e a esperança aos “seus filhos”.
São os Mestres da sabedoria e da humildade. Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o Amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito. Com humildade, apesar de imensa sabedoria, nos auxiliam nesta busca, com conselhos e vibrações de amor incondicional. Também são Mestres dos elementos da natureza, a qual utilizam em seus benzimentos.
A grande maioria dos terreiros de Umbanda, assim também suas entidades possuem a fé Cristã, ou seja, acreditam e cultuam Jesus (Oxalá). Entidades aqui tomada no sentido de espíritos que auxiliam aos encarnados, o mesmo que guia de luz.
A característica desta linha seria o conselho, a orientação aos consulentes devido a elevação espiritual de tais entidades, são como psicólogos, receitam auxílios, remédios e tratamentos caseiros para os males do corpo e da alma.
Os Pretos Velhos seriam as entidades mais conhecidas nacionalmente, mesmo por leigos que só ouviram falar destas religiões Afro-Brasileiras. O Preto Velho é lembrado também pelo instrumento que normalmente utiliza – o cachimbo.
Os nomes de alguns Pretos Velhos comuns de que se tem notícia são Pai João, Pai Joaquim de angola, Pai José de Angola, Pai Francisco,Vovó Maria conga, Vovó Catarina. Pai Jacó, Pai Benedito, Pai Anastácio, Pai Jorge, Pai Luis, Mãe Maria, Mãe Cambina, Mãe Sete Serras, Mãe Cristina, Mãe Mariana, Maria Conga, Vovó Rita e etc.
Na Umbanda os Pretos Velhos são homenageados no dia 13 de maio, data que foi assinada a Lei Áurea, a abolição da escravatura.



Texto de pesquizas de varios livros

oferenda para orixá



O Brasil é um imenso caldeirão. A comida, sob um olhar estético, informa o significado do que se come e de como se come. Num país onde o alimento ultrapassa a dimensão material, encontramos o valor espiritual herdado de nossos antepassados, principalmente dos povos africanos. Comidas do cotidiano, da festa de rua, da festa religiosa. Comidas do mundo dos homens, dos orixás e de tantos outros deuses que fazem parte das mitologias nacionais. Comidas feitas com pimenta, azeite-de-dendê, inhame, cará, banana aproximam o Brasil dos países africanos, pois estes ingredientes foram trazidos da África.

No Candomblé de nação Ketu, os adeptos acreditam nos orixás. Na nação Jeje, estas divindades são conhecidas como voduns e na nação Angola são chamadas de inquices. As semelhanças são bastante próximas e por isso vamos utilizar o termo orixá por ser mais conhecido.

Cada pessoa carrega em sua identidade alguma característica marcante de uma destas divindades. Dando de comer ao orixá, o adepto está alimentado a essência de seu próprio “eu” e faz aflorar aspectos de sua personalidade que estavam adormecidos. “Dar de comida ao orixá” é alimentar seu deus interior. É fortalecer o conjunto de características de uma pessoa assim como ela é, sem qualificações do tipo “bom” ou “mal”. Trata-se de uma simbologia que o Candomblé defende, pois se a pessoa não alimentar seu deus pessoal, ele deixa de existir. Aqui, o ser humano é que cria e sustenta a divindade. Aumentando sua auto-estima, o indivíduo não aceita ser inferiorizado. Encontra dentro de si forças para não se permitir subjugado.

Muita gente come dos bolinhos feitos com a massa de feijão fradinho pilado, fritos no azeite-de-dendê e recheados com camarão, caruru e vatapá. Mas pouca gente sabe que o acarajé é oferecido a Iansã, deusa dos ventos, das tempestades, dos raios e trovões.


Vamos conhecer um pouco do que é oferecido aos orixás mais cultuados no Brasil?

Exu representa o elemento transformador do universo. É o princípio dinâmico e está associado a comunicação e a sexualidade. É oferecido a Exu farofa de azeite-de-dendê temperada com cebola, camarão seco e pimenta.

Ogum é orixá do progresso, do avanço, da tecnologia. É orixá guerreiro dos metais, especialmente do ferro. É Ogum quem abre os caminhos numa mata fechada. Come inhame assado regado com azeite-de-dendê e feijoada.

Oxossi é o rei do Candomblé de nação Ketu. Está intimamente associado às matas, à caça e à pesca. Suas oferendas são axoxó (milho cozido enfeitado com coco) e frutas.

Ossaim é o que conhece o segredo de todas as folhas. No candomblé não se faz nada sem as folhas. O domínio de Ossaim é a floresta. Pode ser oferecido a Ossaim: fumo, mel, espigas de milho regadas com mel.

Omolu representa a terra, senhor das doenças e epidemias, mas também das curas. Deburu (pipoca) é sua principal oferenda.

Oxumaré está associado ao arco-íris e associado aos movimentos e aos ciclos. Para Oxumaré geralmente são oferecidos ovos cozidos com azeite-de-dendê.

Nanã Buruku sintetiza em si a morte, a fecundidade e a riqueza. Representa a mãe ancestral. Está associada à água, ao barro. Seu prato é o Aberem (milho torrado e pilado do qual é feito um fubá com açúcar ou mel), mugunzá.

Oxum é a bela deusa sensual do amor e da fecundidade. Na natureza manifesta-se nas águas doces e cristalinas dos rios, lagoas, córregos, nascentes. Oxum é o amor em todas as dimensões, símbolo da gestação, da fertilidade e da fartura. Pode ser oferecido a Oxum: Omolocum (feijão fradinho cozido, temperado com cebola e camarão seco e enfeitado com ovos cozidos), Ipeté(inhame, azeite-de-dendê,cebola e gengibre ralados, camarão seco e camarão grande para enfeitar).

 Logum Edé é o menino caçador. É filho de Oxum e Oxossi. Representa a fartura e a riqueza. Suas comidas são as que são oferecidas a Oxum e Oxossi.

Iansã é a deusa dos ventos, das tempestades e como já foi dito antes, sua comida é o acarajé, mas pode comer também abará.
Obá é a representação da mulher consciente de seu poder. Representante das sociedades secretas femininas, obá é uma guerreira valente, mas que se anula quando ama. Seus domínios são as águas revoltas, que gera energia e remete ao poder do fogo. Na culinária, divide com Xangô o amalá, apesar de poder oferecer a ela acarajé e amalá.

Ewá é a virgem da mata virgem. Sob a proteção de Oxossi, tornou-se uma valente guerreira e habilidosa caçadora. É senhora do céu estrelado, rainha do cosmo. Está relacionada à água, à mata e ao ar. Sua comida é feita com banana frita no azeite-de-dendê.

Iemanjá é a mãe de todos. Divide com Oxum o domínio sobre a maternidade. Pode ser oferecido a ela manjar, acaçá ( bolinho feito de canjica branca).

Xangô é a personificação da justiça e do poder. É orixá do fogo. Suas oferendas é amalá (quiabo cortado temperado com cebola, camarão seco, peito de gado desfiado) servido em uma gamela enfeitada com 12 quiabos.

Oxalá é o orixá da criação. Representa a essência da vida e seu principal elemento é o ar. Suas comidas são o ebô (canjica branca), acaçá e inhame.





dofonodeoxum.blogspot.com


Exu da Meia Noite





Exu da Meia Noite,pertence à linha das almas ,é chefe de falange
Pertence a linha negativa de Xangô ,sendo serventia de Xangô Da Pedra Preta
Bebe licor ,marafo,conhaque,uísque,Fuma charutos,cigarrilhas ,trabalha muito com as moças bonitas(como é chamada as pomba-giras)
Uma de suas visões astrais é de um homem, com uma longa capa escura em volto de si
Sua guia é preto e branco,mas muito trabalham com vermelho e preto também,trabalha com velas vermelhas,pretas,brancas ,principalmente com vermelhas
Sua historia é de que em sua ótima encarnação ele tinha sido um rico barão,viveu em Santos,aos 40 anos ,foi a Portugal procurar uma esposa,que tinha 14 anos,casou-se com ela,em sua primeira transa ,ela era virgem,só em sua transa ,ela não sangrou,sendo que ele pensou que ela não era virgem.
Armou uma cilada pra ela,dizendo que ela tinha o traído,ela fugiu com índios ,sendo que ele para procurar ela matou quase uma tribo inteira de índios, quando ele a encontrou,ela tinha tido um filho dele.
Voltou a ficar com ela,depois de um tempo o filho dele morreu.
Não demorando muito tempo tiveram outro filho,que teve o mesmo destino do outro filho ,faleceu depois de uns anos.
Ele com remorso,contou a historia para sua esposa do que ele tinha armado ,ela o largou.
Foi morrendo aos poucos em cima de uma cama ,não comia,não tinha força mais pra se levantar,morreu aos poucos.
Sua história inteira esta no livro “O Guardião da Meia-Noite” de Rubens Saraceni.

www.terreirodeyansa.hpg.ig

Viva Cosme Damião!!! 27 de Setembro




São Cosme e Damião, os santos gêmeos, nasceram na Arábia, no século III, filhos de uma família nobre. Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Circunstancialmente entraram em contato com o Cristianismo, tornando-se fervorosos seguidores do cristianismo.
Confiando sempre no poder da oração e na confiança da providência divina usaram sua arte médica para curar os necessitados. Não cobravam por seus serviços médicos, e por esse motivo eram chamados de "anárgiros", ou seja, aqueles que "não são comprados por dinheiro". O seu objetivo principal era a conversão dos pagãos à fé cristã, o que bem faziam através da prática da medicina. Desta forma, conseguiram plantar em terra fértil a semente cristã em muitos corações, sendo numerosas as conversões.
Cosme e Damião viveram alguns anos como médicos e missionários na Ásia Menor. As atividades cristãs dos médicos gêmeos chamaram a atenção das autoridades locais da época, justamente quando o Imperador romano, Diocleciano, autoriza a perseguição aos cristãos, por volta do ano 300. Por pregarem o cristianismo em detrimento dos deuses pagãos, foram presos e levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, São Cosme e São Damião responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder". Recusando-se adorar os deuses pagãos, apesar das ameaças de serem torturados, disseram ao governador que os seus deuses pagãos não tinham poder algum sobre eles, e que eles só adorariam o Deus Único, Criador do Céu e da Terra“!
Por não renunciarem aos princípios religiosos cristãos sofreram terríveis torturas; porém, elas foram inúteis contra os santos gêmeos, e, em 303, o Imperador decretou que fossem decapitados. Cosme e Damião foram martirizados no ano de 303, na Egéia. Seus restos mortais foram transportados para a cidade de Cira, na Síria, e depositados numa igreja a eles consagrada. No século VI uma parte das relíquias foi levada para Roma e depositada na igreja que adotou o nome dos santos. Outra parte dela foi guardada no altar-mor da igreja de São Miguel, em Munique, na Baviera. Os santos gêmeos são cultuados em toda a Europa, especialmente Itália, França, Espanha e Portugal. Em 1530, na cidade de Igaraçu, em Pernambuco, foi construída uma igreja em sua homenagem.
São Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças.
Como acontece com tantos outros santos, a vida dos santos gêmeos está mergulhada em lendas misturadas à história real. Segundo algumas fontes eles eram árabes e viveram na Silícia, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 283. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada.
O culto aos dois irmãos é muito antigo, havendo registros sobre eles desde o século 5, que relatam a existência, em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes levava o nome, que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.
Aqui no Brasil, a devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos orixás-meninos (Ibjis ou Erês) da tradição africana yoruba. São Cosme e São Damião, os santos mabaças ou gêmeos, são tão populares quanto Santo Antônio e São João. São amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, no dia 27. No dia 27 as crianças saem às ruas para pedir doces e esmolas em nome dos santos e, as famílias aproveitam para fazer um grande almoço, servindo a comida típica da data: o chamado caruru dos meninos.
Segundo a lenda africana, os orixás-crianças são filhos de Iemanjá, a rainha das águas e de Oxalá, o pai de toda a criação. Outras tradições atribuem a paternidade dos mabaças (gêmeos) a Xangô, tanto que a comida servida aos Ibejís ou Erês, chamados também carinhosamente de “crianças” é a mesma que é oferecida a Xangô, o senhor dos raios, o caruru. Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de São Cosme e São Damião é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Junto com o caruru são servidas também as comidas de cada orixá, e enquanto as crianças se deliciam com a iguaria sagrada, à sua volta, os adultos cantam cânticos sagrados (oríns) aos orixás.

São Crispin e Crispiniano


Dois irmãos nobres romanos foram martirizados em Soissons, França. Os irmãos eram sapateiros e acompanhavam São Quintino em sua viagem a França, tirando o seu sustento fazendo sapatos. A tradição diz que eles eram estudiosos da doutrina cristã e eram muito bons pregadores e quando foram presos e levados presença de Rictiovarus , que detestava os cristãos; Crispin e Crispiniano deixaram Rictiovarus tão nervoso com sua argumentação sólida e perfeita sobre Jesus, que Rictiovarus cometeu suicídio.O co-imperador Maximiano (286-305) furiosos ordenou a sua morte imediata por decapitação em 286 DC. Eles são os padroeiros dos fabricantes de sapatos e dos sapateiros e foram muito populares na Idade Média. Na tradição da Igreja inglesa é dito que eles viveram por algum tempo em Faversham, Kent, Inglaterra.
Na arte litúrgica, eles são mostrados segurando sapatos ou ferramentas de sapateiro.
Sua festa é celebrada no dia 25 de outubro.

www.uniafro.xpg.com.br

Cabocla Jurema





Esta Cabocla é a Rainha das Matas, filha mais velha do Caboclo Tupinambá.Ela teve mais duas irmãs chamadas Jupira e Jandira.Presta sua caridade em qualquer Casa de Cultos de Umbanda somente por caridade, não admitindo cobranças pela consulta.
Sua legião é constituída de grandes entidades espirituais,espíritos puros que amparam os sofredores,utilizando o processo de passes-curas atravéz das ervas.
Normalmente a entidade cabocla jurema,quando está trabalhando,atrai a presença,vibração de todas as caboclas jurema ou seja,jurema da Cachoeira,Jurema da Praia,Jurema das Matas etc,pois na realidade todas são uma única vibração que trabalham com ambientes da natureza,ex::lua,sol,mata,chuva,vento etc.
Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa,transmitindo coragem e energia.
Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades.
Ela nos ensina a suportar as dificuldades e nos dá coragem para suportá-los.
Em qualquer lugar onde você esteja,quando o desespero tomar conta e a coragem lhe faltar,chame pela Jurema e sentirá sua força amparando você.



Cabocla, sendo igualmente uma entidade espiritual que trabalha na linha de Oxossi, é uma "cabocla", ou divindade evocada no Catimbó, cultos afro-brasileiros e mais recentemente na  muito prestigiada e respeitada na Umbanda. Entidade Guia - Chefe da Linha de Oxossi.

  Ela trabalha na legião constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores e mais necessitados, utilizando o processo de passes-cura através das ervas e pontos riscados.

Quando  trabalha, atrai a presença de vibrações de todos as Caboclas Jurema, ou seja, Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema da Mata etc, pois na realidade todas são uma única vibração que trabalham com os ambientes da natureza. ex: Sol, Lua, Chuva, Vento, Mata etc…

Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia e sempre orientando o devoto com palavras sábias e conforto para os devotos que sofrem de enfermidades.

Chame pela Jurema nas horas de dificuldade, pois essa cabocla sempre estará ali para ajudar seus filhos de Fé.


Para agradar a Cabocla Jurema:

  Vá em uma mata limpa, estique um pano verde e coloque sobre o pano verde, um vinho tinto rascante (para o Caboclo Oxossi), um coco verde (para a cabocla Jurema), substituindo o líquido de dentro do coco por vinho com mel, enfeitado com uma cesta de frutas, fitas verde e vermelha.
 

 Mensagem da Cabocla Jurema 



Ninguém pode guardar para si um pedaco da luz.
Se a luz é trancada ela se transforma em escuridão.
A luz só vive no coracão aberto.
Quem ama vive na paz e a paz é luz.

A tempestade só reina na escuridão,
ela nunca vem enquanto o sol está brilhando.
Vivemos na luz, vivemos na paz.
Quem vive na luz ilumina os caminhos escuros
e pode guiar aqueles que ainda não encontraram
o verdadeiro caminho.





Lampião / Baianos e Boiadeiros





A Linha dos Baianos é formada por Espíritos alegres, brincalhões e descontraídos. Gostam muito de desmanchar demandas. São conselheiros e orienertadores e gostam muito dos rituais em que trabalham, girando e dançando com passos próprios.
Agradecem às festas que lhe são oferecidas; bebem batida de coco e comem comidas típicas da cozinha baiana.
Os Baianos que se apresentam na Umbanda são Espíritos ligados ao Nordeste do nosso País, que viveram ou passaram parte de sua vida em Estados dessa região. Tiveram suas lições e aprenderam muito com os Mestres do Catimbó e da Pajelança. São os Espíritos responsáveis pela “esperteza” do homem em sua jornada terrena.
O Povo Baiano vem ao Terreiro para trazer seu Axé, sua Energia Positiva. A gira é sempre muito animada. São Entidades que tem muito a nos ensinar, sempre com uma resposta certeira e rápida para nossas questões. Com seus cocos, azeite de dendê , comidas e cantigas típicas da região, realizam trabalhos em prol da evolução espiritual de todos. Por terem vivido em épocas mais recentes, são Espíritos mais próximos de nós.
Na Linha de Baianos, enquadram-se também os Espíritos de Marinheiros, que tem sua ligação com o mar e Iemanjá, e os Caboclos Boiadeiros, que foram trabalhadores do Sertão Nordestino.
Também desce na Linha de Baianos o nosso amigo Sr. Zé Pelintra, que é Mestre do Catimbó e que também trabalha nas Linhas de Exu e Preto Velho. Suas rezas , comidas , bebidas e danças, são apropriados para cada ocasião.
No desenvolvimento de suas giras, os Baianos trazem como mensagem a forma e o saber lidar com as adversidades de nosso dia-a-dia, com a alegria, a flexibilidade, a magia e a brincadeira sadia.
Médiuns introspectivos, quando incorporados de seu Baiano ou Baiana acabam se libertando e demonstrando alegria e descontração. Outros, que já são descontraídos por sua própria natureza, aprendem a desenvolver com seus Baianos outras qualidades, como a força de viver diante dos problemas e situações cotidianas e o amparo ao próximo, transformando a tristeza em alegria e esperança. O que se pode dizer é que estamos sempre aprendendo com os Baianos.
As Linhas de Baianos, assim como as de Boiadeiros, são consideradas Auxiliares, de Trabalho ou Do Meio, com suas Legiões e Falanges. São oriundas de manifestações de regiões brasileiras dentro da Linha de Caboclos.
Baianos e Boiadeiros costumam trabalhar para o descarrego e o equilíbrio. O dia dedicado a eles depende de cada região, costume e devoção:
Dia 09 de abril, Sr. Zé Pelintra – Linha de Baianos, 25 de novembro, dia das Baianas, 13 de julho, Santo Antonio – Boiadeiros de Ogum etc.
MANIFESTAÇÃO DOS BAIANOS EM TERREIROS
Nas décadas de 50 e 60, ao mesmo tempo em que a Umbanda se firmava em São Paulo, via-se crescer o fluxo migratório do Nordeste; esse grande êxodo acabou por transformar a cidade em uma das maiores metrópoles do mundo. Nesse grande fluxo destacaram-se os nordestinos, que vieram para trabalhar na Construção Civil e na Indústria Automobilística, então em grande expansão.
Popularmente, na cidade de São Paulo o nordestino sempre foi associado ao trabalho duro, pobreza e analfabetismo, restando a ele os bairros mais periféricos e as regiões mais precárias para morar.
Com todos os problemas decorrentes do exagerado crescimento populacional, sempre se buscou um “culpado”, todos sempre se voltaram contra o “intruso”, o “cabeça chata”, o ignorante nordestino.
Em São Paulo, assim como todo oriental é rotulado de “japonês”, todo nordestino é pejorativamente chamado de “baiano”, com todo caráter negativo que se tornou inerente a essa expressão.
Surpreendentemente, nos Terreiros de Umbanda paulistas o Baiano conseguiu alcançar grande popularidade. Como a Umbanda sempre caracterizou se por abrigar Espíritos de diversas correntes, essas Entidades Nordestinas foram sempre muito bem acolhidas. O caráter de luta e irreverência do nordestino migrante parece ter sido o fator mais importante para sua aceitação dentro dos Terreiros.
Durante as giras sempre dão demonstrações de intensa alegria, apresentando fortes traços regionais, usando chapéus de couro ou palha, lembrando os Cangaceiros. Com seu jeito valente, não levam desaforo para casa. Por outro lado, possuem também características de pacientes, e todos gostam de ouvir seus conselhos. Costumam ser também carinhosos, e passam sempre segurança.
Essas diferenças de comportamento podem ser observadas em regiões distintas da cidade; enquanto num Terreiro de um bairro mais periférico observa-se uma incorporação de Baiano com características mais duras, em que parecem ser mais briguentos e falam muito alto, em um Terreiro localizado em um bairro de classe média a incorporação de Baiano é mais mansa e a Entidade manipula essências aromáticas, ervas, flores e velas coloridas. Sob esse aspecto, podemos observar que tudo vai depender da forma de trabalho do chefe da casa e de seus médiuns.
Apesar das diferenças, todos tem em comum a popularidade. São muito queridos e fazem sucesso em realidades sociais distintas.

Extraido da Revista Espiritual de Umbanda




Aguas Abençoadas

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Brinque com ele Dourad'oxum

Alimente ele clicando na latinha.

Obrigada Mamãe Oxum

Vamos brincar um Pouco!!!