Que Mamãe Oxum lhe cubra com seu manto dourado

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Pastores evangélicos condenam à morte crianças acusadas de bruxaria





Neste artigo apresento os fatos, que já são do conhecimento de alguns, sobre a situação das igrejas evangélicas na Nigéria,onde os pastores estão acusando crianças de serem bruxas e cobrando altas taxaspara exorcizá-las. Procurei fazer uma exposição clara para que o cidadão normal,não acostumado com a linguagem do “gueto” evangélico, também pudesse compreendera situação.

O leitor também encontrará informações sobre o grupo brasileiro do “Caminho da Graça” enviado à Nigéria, pelo pastor Caio Fábio, com a ajuda de irmãos do Caminho em todo o Brasil. As informações que deram origemas investigações são formadas por dois vídeos
, e as demais estão reunidas no site do pastor Caio

Fábio na seção intitulada “Dossiê Nigéria“.

Nwanaokwo Edet, 9 anos, foi forçada a beber ácido pelo pai após pastor evangélico acusá-la de bruxaria. A menina ficou cerca de 1 mês internada em Akwa Ibom, Nigéria, antes de morrer.

É chocante, eu mesmo não acreditaria se não visse com meus próprios olhos, mesmo sabendo que essa é uma possibilidade iminente, quando vejo como são as igrejas evangélicas pentecostais do nosso país. Os evangélicos se dizem perseguidos pela mídia, sobretudo pela Rede Globo de televisão, mas caso não existisse meios de comunicação denunciando acorrupção nesse meio, imagine as bizarrices que teríamos em nosso país.

Moradores revoltados com Udo, 12, com um facão, acusando-o de ser uma bruxa. Seu braço quase foi cortado.

Fiquei aterrorizado ao ver o que o cristianismo das igrejas evangélicas criou nos países africanos, onde crianças são acusadas de bruxarias pelos pastores, que pedem uma quantia equivalente a cerca de 4 meses de trabalho para que as crianças sejam exorcizadas. 

O exorcismo consiste em mutilar os corpos das crianças e queimar os ferimentos com o fogo de uma vela.

Mary, 13 anos. Jogaram ácido em seu rosto após ser acusada de ser uma bruxa.

As famílias mais pobres que não podem pagar ao pastor pelo “exorcismo”, ou que pouco se importam com as suas crianças, tentam elas mesmas “curar a bruxaria” torturando-as, mutilando seus corpos ou simplesmente as abandonando no mato.

Quem são os pastores que praticam esse tipo de coisa

São pastores que se “converteram” das “cruzadas evangelísticas” feitas por missionários da América do Norte ou da Europa, que seguem a linha pentecostal e neopentecostal de doutrina. Para que o leitor leigo no assunto saiba o que siguinificam essas designações, darei alguns exemplos de igrejas pentecostais e neopentecostais brasileiras: pentecostais, por exemplo,Igreja Universal do Reino de Deus, Assembléia de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Brasil para Cristo, Igreja Deus é Amor, entre muitas; como exemplo de neopentecostais, temos: Igreja da Graça, Igreja Mundial do Reino de Deus, Igreja Renascer em Cristo, Igreja Sara Nossa Terra (lembrando que essessão somente exemplos e não significa que essas igrejas estão envolvidas; apesarde não fazerem nada à respeito e algumas apoiarem pessoas como Reinhard Bonnke).

Pastor evangélico humilha detentos em presídio usando hipnose e diz ser o "Espírito Santo".

Você mesmo que visitou algumas dessas igrejas, ou assistiu algum vídeo na internet, provavelmente presenciou o desrespeito que eles têm pelos seres humanos e que descaradamente aproveitam-se das superstições e das necessidades do povo para obter poder e dinheiro.

Igreja Universal do Reino de Deus, por ocasião de crise financeira, cria a "Vígilia dos 318" para atrair empresários desesperados. Poucos empresários, que supostamente obtiveram prosperidade de Deus na vigília, são entrevistados exibindo sorrisos e carros luxuosos.

No Brasil, aproveitam-se da pobreza que contrasta com a proposta capitalista de estilo de vida que é vendida ao povo pelos meios de comunicação, oferecendo prosperidade financeira ao fiel. Também se aproveitam do medo aos espíritos,gerado pela cultura das religiões afro, oferecendo “proteção espiritual” a quem freqüenta as reuniões e prometem fidelidade aos pastores “guias”.

Imagine o que uma crença desse tipo, capaz de sincretismos tão perversos, é capaz de criar em um país como a Nigéria, recém colonizado e vítima de golpes militares e guerras civis sangrentas. Desejosos por terem uma vida luxuosa, como a que se tem nos países ricos, de onde vêm os missionários, não demorou muito para que 90% do povo se tornasse cristão.

Os antigos deuses dos nigerianos foram vencidos pelos colonizadores, assim como nas guerras da antigüidade, onde os deuses dos países vencidos (incapazes de conduzir o povo a vitória) eram substituídos, aos poucos, pelos deuses dopovo vencedor.


Reinhard Bonnke costuma reunir cerca de 1,6 milhões de pessoas em suas "cruzadas evangelísticas" na África.

O principal precursor dessa doutrina perversa na Nigéria, foi um alemão e pastor neopentecostal conhecido como Reinhard Bonnke, o qual foi recebido pela Igreja Batista da Lagoinha no ano de 2007 com todas as honrasde um “grande homem de Deus”.

O jornal alemão Die Zeit o caracteriza como “um dos mais bem sucedidos missionários do nosso tempo” . Como se não bastasse, esses missionários na África ainda recebem caches milionários para virem pregar em congressos em outros países, como aconteceu aqui no Brasil.

Pastor Reinhard Bonnke, corrompe a fé em Jesus na África e é recebido pela Igreja Batista da Lagoinha como um grande "homem de Deus".

Assim como Reinhar Bonnken, a maioria desses pastores fizeram fortunas as custas da miséria do povo africano prometendo prosperidade material e proteção contra a bruxaria . Esses novos missionários, romperam com a escola tradicional, onde instituições sérias construíam hospitais e colégios  para atenderem as necessidades do povo carente, e criaram instituições religiosas gigantescas e milionárias como “Assembléia do NovoTestamento”,“Igreja de Deus das Missões”, “Evangelho Monte Sião”, “Glória de Deus”,“Irmandade da Cruz”, “Liberdade do Evangelho”, entre muitas outras.

“Velhas tradições africanas que através do Cristianismo não foram absorvidas ou marginalizadas, serão completamente tomadas por estas igrejas. Bruxaria e magia são uma realidade, temos a força para lutar contra isso”,afirma Kamphausen ( diretor da Academia de Missão da Universidade deHamburgo).Como funciona o esquema

Os missionários brancos, vindos da América e da Europa, não se envolvem diretamente com a vitimização das crianças, como já era possível imaginar. Isso representaria muitos problemas para eles, tanto na Nigéria como em seus paísesde origem; um problema desnecessário, uma vez que o negócio deles é promover grandes cruzadas e construir grandes ministérios.







Feto de uma mulher é entregue durante um serviço meia-noite em Akwa Ibom.
O que eles fazem é demonizar o povo nigeriano. Pregam sobre os espíritos que fazem mal as pessoas e que são enviados pelos bruxos, oferecem proteção espiritual àqueles que se tornarem comprometidos com a igreja. Ao contrário do que Jesus ensinou, eles pregam que, para combater os feitiços enviados pelos bruxos, não basta a fé simples em Jesus, mas sim um trabalho contrário, ou seja,as obras e as causas da igreja.

Assim como fazem aqui no Brasil, ensinam o povo que a pobreza é uma obra do diabo, e que a inveja e o olho gordo de pessoa de fora da comunidade, é o responsável pela má sorte nos negócios, na família e na vida sentimental. resposta para essa situação de miséria é então fornecida por esses pastores.

Eles ensinam que o fiel comprometido com a “obra” não está a mercê dos espíritos causadores de má sorte e também que Deus dará uma posição privilegiada na sociedade aos mais fiéis.


Pastor José Ita, Liberty Igreja Evangélica em Eket, acredita que as crianças, incluindo bebês, seriam bruxas por terem comido no passado comida envenenada.

Os pastores negros da Nigéria não têm nem 1 milésimo dos recursos necessários para se promover uma grande cruzada evangelística, como fazem os brancos. Eles vêem os pastores brancos enriquecerem e se tornarem autoridades poderosas em seu país, mas não têem os mesmos recursos para fazerem o mesmo. Eles não podem prometer prosperidade aos fiéis, pois eles mesmos não são tão ricos e poderosos como os brancos, além do assunto “prosperidade” já ter se desgastado muito devido as promessas feitas pelos brancos.

Meninos gêmeos Itohowo e Kufre estão cercados por aldeões irritados que acreditam que eles estão trazendo o mal para suas vidas Robin Hammond
Dessa forma, o que resta a eles é usar o medo da bruxaria que os nigerianos possuem, pois o assunto bruxaria está presente na cultura nigeriana há milênios. Não é mais possível dizer na Nigéria que pessoas não crentes enviam maldições as pessoas (como aqui no Brasil se faz devido a Umbanda e o Candomblé), pois mais de 90% da população é evangélica. O que eles fazem é usar um mito antigo de que existem “crianças bruxas” enviadas por Satanás para atrapalharem os negócios da família, trazendo má sorte e doenças, acusando as únicas pessoas que não têm voz em um país de gente embrutecida e gananciosa, como a Nigéria de hoje em dia.

Vídeo promocional, produzido pela pastora Neusa Itioka, convocando as nações a declararem guerra contra a feitiçaria. A libertação dos espíritos opressores deixa de ser Graça de Deus para se tornar obra feita pelo homem, usando o nome de "Jesus", como se Ele fosse um "espírito mais poderoso".

O material teórico responsável por produzir esse sistema diabólico, conhecido como “Batalha Espiritual“, presente hoje na Nigéria, é o mesmo que fez sucesso no Brasil nos anos 80 e 90. Quem não se lembra dos grupos formados por fiéis da Universal presos por invadirem centros de macumba?

É essa teoria, que começou a ser produzida pelo seminário de missiologia norte-americano “Seminário Teológico Fuller” e que teve como
grande precursora no Brasil a pastora pentecostal Neusa Itioka, que hoje lota as livrarias nigerianas, como nos confirma o grupo do Caminho da Graça.

Jovem acorrentado em igreja evangélica passando por processo de "libertação". É estranho pensar que uma pessoa que busca ser libertar vive acorrentada a uma coluna num templo evangélico.

Pastores Nigerianos enriquecem rapidamente na Nigéria, exibindo carros luxuosos e jóias em ouro pelo corpo.

O que deveria ser um sinal para que o povo nigeriano desconfiasse desses pastores faz exatamente o contrário, ou seja, o povo vê a riqueza desses pastores e os consideram abençoados e grandes “homens de Deus”, como confirma o nigeriano Kefing Foluke.

Reportagem da TV Americana ABC sobre as crianças acusadas por pastores.

“Há no vídeo um religioso católico, lutador solitário, que vamos procurar encontrar a fim de trabalharmos juntos contra o comércio de alminhas humanas. Para aqueles seres mais sectários e apologetas, que endurecerão o coração com a veiculação de uma matéria que poderia ser tendenciosa, já que um padreco africano encaminha os repórteres americanos aos cultos “evangélicos”, eu só tenho a dizer o seguinte: ‘Sejam esmagados pela realidade das imagens promovidas pelo teatro de horrores que a teologia da prosperidade já fez em toda a África Central… em proporção endêmica! E façam apologia contra a praga neopentecostal e não contra o Amor!’”

E as autoridades nigerianas?

As estatísticas sobre o crescimento dos grupos pentecostais, chamados “carismáticos”, impressionam. Segundo o World Christian Database, em Boston, a Nigéria é o terceiro país do mundo em número de seguidores de igrejas pentecostais, com aproximadamente 3,9 milhões de fiéis. O país fica apenas atrás do Brasil, com mais de 24 milhões, e os Estados Unidos, com cerca de 6 milhões.


Estima-se que mais de 5000 crianças foram abandonadas na Nigéria desde 1998 por conta das acusações de bruxaria feitas pelos pastores evangélicos, para morrerem; isso quando não são mortas, espancadas, dilaceradas e violentadas antes de serem abandonadas. Estatísticas dizem que a cada 5 crianças abandonadas, 1 acaba morrendo de desnutrição ou por conta das torturas indescritíveis que elas sofrem.

Em seu último comunicado (15/01/2010), os irmãos do “Caminho da Graça” enviados para ajudarem as crianças, relataram a situação que encontraram no lugar onde muitas crianças se refugiam

“[...] Falo a respeito da mais estranha categoria de estigmatização infantil. Tenho por certo que uma bomba de insanidade varreu a humanidade que um dia possa ter existido aqui. Agora… para qualquer lado que se olhe, está tudo lá… Édifícil apagar. Ficou estampado, marcado, manchado. É um painel de horrores e ofamoso clichê se aplica aqui: É cenário de guerra civil. Tem sangue, mosquito, estupro, abutres, mutilação, monturo, extorsão, maldição, feitiçaria, tumores,exploração, correntes, medo, terror cristão, desencanto e morte.”

Na Nigéria não existem leis de proteção as crianças como em nosso país e não há ninguém que se importe com elas. Os missionários cristãos com suas “teologias de prosperidades” e o estilo de vida dos países capitalistas, pregados como os“ideais de Deus para os homens”, fez com que o povo nigeriano, acostumado a tantas guerras e dificuldades, se tornasse extremamente gananciosos e amantes do dinheiro. Quando os pastores acusam suas crianças de bruxaria, alguns pais vê aí uma oportunidade de se livrarem de suas crianças, as quais não têm para eles nenhum valor econômico (veja reportagem da tv norte-americana ABC ).

Multidão formada por evangélicos invade reunião de ONGs pelos direitos humanos das crianças estigmatizadas na Nigéria.

“Os obreiros-empregados da “Helen-Macedo” usam os mesmos artifícios empregados aqui, na luta contra os “ímpios” que, cegados pela incredulidade, NEGAM que as crianças sejam BRUXAS. No vídeo de quase 3 minutos, a “gangue” da evangelista invade o salão. Eles estão todos de laranja. Entram de surpresa decretando domínio territorial em nome de Jesus e cantando louvores de guerra. Eterminam por expulsar na violência um organizador (grandão, por sinal)

Logo da Nollywood, a industria cinematográfica da Nigéria e terceira maior do mundo.
Uma coisa, que pode ser surpresa para a maioria das pessoas, é que a Nigéria tem a terceira maior industria cinematográfica do mundo, ficando atrás somente de Hollywood e Bollywood. Em termos de produção de filmes, talvez a industria de filmes da Nigéria supere as demais, uma vez que são produzidos cerca de 1000 filmes por mês.

“O cinema da Nigéria tem crescido nos últimos anos e, embora seja um mercado extremamente informal, teve uma grande explosão de produção que tem chamado a atenção mundial por suas características únicas. Toda as produções são realizadas em vídeo. Sua produção é tamanha que já lhe rendeu o apelido de“Nollywood”, pode ser considerada a terceira maior indústria de produção de cinema do mundo, atrás apenas de Hollywood e Bollywood. Em volume de produção,“Nollywood” talvez seja até a maior, já que desde o final da década de 1990 são feitos mais de mil filmes por ano.

O mercado da Nigéria é exclusivamente de homevideo (com 90% da produção sem distribuição oficial, legalizada), pois praticamente não existem mais salas de cinema no país. Com este panorama, não é possível apontar com alguma precisão o tamanho desta indústria. Faltam estatísticas precisas ou elas simplesmente não existem. A única fonte oficial minimamente confiável é o National Censorship Board, responsável pela classificação indicativa, embora o órgão não dê conta do grande volume de produção, e de toda sua informalidade, com muitos filmes sendo
“lançados” sem a indicação etária. Sem salas de cinema, a Nigéria conta com cerca de 15 mil locadoras, e em quase todo tipo de comércio pode-se encontrar milcópias .

Geralmente são os próprios produtores que se encarregam da distribuição das fitas e DVDs, garantindo um retorno financeiro fácil e rápido, com uma margem de lucro não muito ambiciosa, mas volume muito grande. Com esse esquema de produção, em apenas 15 anos a indústria cresceu do zero para um mercado de cerca de US$ 250 milhões por ano que emprega milhares de pessoas. Estima-se que cerca de 300 diretores estejam em atividade, produzindo um total de aproximadamente dois mil filmes por ano. O sucesso desta indústria reside principalmente no fato de a temática dos filmes ter um apelo direto com o público local, por tratar de preocupações, conflitos e realidades que freqüentam o noticiário e o imaginário da população local. Os temas
mais freqüentes são a AIDS, corrupção, prostituição, religião e
ocultismo.

Cartaz de uma cruzada promovida pela evangelista Helen Ukpabio chamada "Erradicação da feitiçaria". É chocante saber que, no caso, os feiticeiros são crianças com menos de 10 anos de idade.




“Profetisa neopentecostal, de visão macediana em suas campanhas de libertação, e muitos empregados-obreiros fanáticos que fazem Batalha Espiritual contra pequeninos, Helen Ukpabio é a “neusa etioka” da África. A diferença é que se a Sra. Etioka visse que sua pregação estimula o abandono infantil, a agressão contra os pequenos, o amordaçamento das crianças de peito, o embaraço emocional e o infanticídio real, há muito ela, nossa Neusa, teria parado de falar.

Calar-se-ia para sempre!

Mas Helen Ukpabio fez fortuna. De onde está, não tem como voltar.

Assista ao vídeo e pense que você é um adulto nigeriano que congrega numa igrejinha perto de casa. Imagine que você tem filhos pequenos, meio levados, meninos saudáveis mas, às vezes, atrapalhados; que deixam cair um prato, quebram um copo sem querer, brigam na escola. E antes de culpar a intolerância pagã de um cristão nigeriano, pense se você já não procurou culpados espirituais por suas doenças e desempregos.”
O grupo do “Caminho da Graça” na Nigéria Partiu do nosso país, no dia 1 de Janeiro de 2010, um grupo formado por sete irmãos do “Caminho da Graça” com destino a Nigéria, para apurar os fatos que relatei acima e ajudar as crianças acusadas de bruxaria. Com recursos adquiridos através de doações de irmãos do Caminho, o grupo partiu levando versões do Novo Testamento, DVDs, banners e folhetos para serem distribuídos ao povo nigeriano.

Grupo de irmãos do Caminho enviados a Nigéria.

Tudo começou quando o pastor Caio
Fábio recebeu por e-mail alguns vídeos sobre crianças na Nigéria que estavam sendo acusadas de bruxaria por pastores evangélicos .

O pastor, ao ver os vídeos, postou uma carta em seu site (veja) e prontamente se propôs a organizar um grupo para ir até a Nigéria ajudar as crianças e pregar o Evangelho ao povo nigeriano, para que ficassem livres de uma vez por todas desses pastores aproveitadores.

Vídeo mostrando pastores acusando crianças de serem bruxas e cobrando muito dinheiro para exorcizá-las.

Sabendo do desejo do pastor Caio em organizar uma missão até a África, vários irmãos de todo o Brasil e do mundo se propuseram a ajudar de alguma forma: uns fazendo doações em dinheiro, outros se oferecendo para fazer parte do grupo e muitas outras coletando mais informações sobre o caso para instruir melhor os irmãos; cada um ajudou conforme pôde.

Informações sobre como ajudar financeiramente o grupo enviado a Nigéria.
Desde então muita coisa aconteceu. O grupo fez contato com pastores nigerianos  e com algumas ONGs que já estavam no local . Conheceram Gary Foxcroft, 29, o co-fundador da Stepping Stones
Nigéria, uma caridade que trabalha no Delta Nigeriano para proteger os
direitos de crianças carentes, particularmente as que foram acusadas de
bruxaria; ele foi um dos principais colaboradores a missão.

Grupo enviado à Nigéria fala as 210 crianças de um abrigo, mantido por ONGs, antes de lhes entregar parte do material enviado com eles.

As pessoas interessadas em obter mais detalhes sobre a viagem do grupo podem assistir ao vídeo no link abaixo, onde o pastor Caio conversa com Marcelo Quintela, um dos integrantes do grupo.

Papo de Graça – Caio Fábio conversa com Marcelo Quintela

Porém, a melhor maneira de se manter informado sobre o que aconteceu antes, durante e depois da viagem, é ir acompanhando o canal “Dossiê Nigéria” no site oficial do Caio Fábio, onde o leitor pode acompanhar todos os passos e acontecimentos através de um diário virtual mantido pelo grupo na Nigéria e intitulado “Pequeninos na Nigéria“

Como ajudar

Se você é evangélico, saiba que eu não estou contando muito com a sua ajuda, pois o que os evangélicos fazem numa situação dessas é o mesmo que os fariseus da época de Jesus faziam: “edificam o túmulo dos profetas” dizendo “se estivéssemos lá, não faríamos o mesmo”. Eles gostariam que pessoas como o pastor Caio Fábio não existissem, pois, no meio evangélico, a “santidade” está em esconder pecados e não em não praticá-los.

Porém, se não for o caso, você pode ajudar a continuarmos com a missão na Nigéria entrando no site do pastor Caio Fábio  e seguindo as informações sobre como fazer doações em dinheiro, ou algum outro tipo de ajuda.

Todos podem ajudar as crianças da Nigéria evitando freqüentar igrejas com gente maluca e com doutrinas estranhas parecidas com as que citei acima como, “batalha espiritual”, “prosperidade”, “unções” estranhas, promessas de curas miraculosas (elas existem, mas isso nunca foi uma ênfase nem em Jesus), decretos em nome de Jesus, ênfase em experiências sobrenaturais, show de exorcismos,estudo sobre demônios e etc.

* Nunca aceite qualquer convite
* Sempre pesquise antes no Google e no Youtube
* Evite assistir programas de TV dessas igrejas
* Prefira igrejas sóbrias, com gente normal, simpática e amável
* Evite igrejas que buscam crescimento a qualquer custo
* Sempre leia o Novo Testamento
* Leia bons sites, por exemplo, www.caiofabio.net

Neste artigo apenas apresentei os fatos e fiz isso sempre citando as fontes, para que qualquer pessoa tenha a oportunidade de conferir se são verdadeiros ou não, portanto, tenho a consciência livre porque sei que fiz um trabalho honesto.

Ajude a divulgar o que está acontecendo na Nigéria para que mais pessoas possam contribuir para que esse mal acabe de vez. Se você conhece alguma pessoa que faz parte dessas igrejas, envie esse artigo .



Leia a Edição completa no link abaixo
Fonte: http://guardian.co.uk
 http://redeafro.ning.com/profile/Alexandre



Xangô Airá



Ayrà ou Xangô Airá, (como é cultuado em candomblés no Brasil) normalmente confundido com Xangô, na verdade é um orixá próprio, que pertence à família de Xangô em Oyó, Nigéria, identificado no jogo do merindilogun pelos odu ejilaxebora e ofun. Este orixá veste-se de branco, tem profundas ligações com Oxalá, e é o grande homenageado durante a festa do fogo (Isire Ina Ayra) que, no Brasil, comemora-se em 29 de junho.
Airá não usa coroa, mas um eketé branco. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê, e sim com banha de ori africana. Come quiabos, assim como Xangô e toda a sua família, numa oferenda chamadaajebo.
Segundo os mitos, Oxalá permaneceu injustamente preso durante sete anos no reino de seu filho, Xangô, sem que este soubesse do fato. Grandes calamidades ocorreram em todo o reino devido a essa injustiça e quando Xangô finalmente descobriu o que havia acontecido com o próprio pai, resgatou-o da prisão e ordenou que fossem organizadas grandes festas em todo o reino, em sua homenagem. A festividade conhecida hoje como Águas de Oxalá remonta a esse acontecimento.
No entanto, Oxalá estava muito alquebrado, ferido e entristecido. Apesar de toda a atenção que recebeu, a única coisa que desejava era retornar ao seu próprio reino, em Ifé, onde Yemanjá, sua esposa, o aguardava. Xangô não podia acompanhá-lo pois precisava colocar em ordem o próprio reino e pediu a Airá que fizesse isso em seu lugar.
Foi assim que Airá tornou-se o companheiro de Oxalá, pois a viagem foi muito longa já que Oxalá andava muito devagar (conta-se também que Airá carregava Oxalá nas costas) pelo fato de ainda estar se recuperando dos ferimentos que adquirira durante os sete anos de prisão.
Durante o dia, eles caminhavam. À noite, Oxalá sentia frio e precisava descansar. Para aquecê-lo e distraí-lo dos próprios pensamentos, Airá mandava que acendessem uma grande fogueira no acampamento. Oxalá observava o fogo e Airá passava longas horas contando-lhe histórias do povo de Oyó.
Desse modo, tornou-se tradição acender a fogueira no dia 29 de junho de cada ano (no Brasil), em homenagem a Airá e à viagem que fez em companhia de Oxalá.

Em alguns terreiros de candomblé cultua-se um grupo de qualidades de Xangô que recebe o nome de Airá. Também se acredita que Airá seja um orixá diferente de Xangô e que participa de alguns de seus mitos. O mais comum é considerar-se Airá como um Xangô branco.
http://pt.wikipedia.org

As Roupas do Candomble

Gotas

Gotas
Vestuario do Candomblé
Gotas

Roupa de ração é a roupa usada diariamente em uma casa de Candomblé. São roupas simples feitas de morim ou cretone.
As roupas de ração podem ser coloridas ou brancas, dependendo da ocasião na roça de candomblé. Compõem o jogo: saia (axó) de pouca roda para facilitar a movimentação, singuê (espécie de faixa amarrada nos seios que substitui o sutian), camisu ou camisa de mulata, geralmente branco e enfeitado com rendas e bordados, calçolão (espécie de bermuda amarrada por cordão na cintura, um pouco larga para facilitar a movimentação e proteger o corpo em casos que se é necessário sentar no chão), pano da costa e o ojá, um pano que se amarra à cabeça.
O axó tem uma representação muito grande no Jeje. A roupa fala de um simbolismo muito especial, que além de ético e moral, os axós dão para as mulheres posição e postura. É bonito se notar a forma e a reverência que estas roupas expressam em sua aparência e jeito: respeito acima de tudo! As mulheres de jeje, especialmente o mahin, quanto a composição de singuê, de xokotô (espécie de calça, também chamado "cauçulu"ou calçolão"), saia, e camisu, compoem seu axó.
O vestuário de uma Iyalorixá é diferente das roupas usadas pelas ekédis e yaôs, é caracterizada pelo uso da "Bata" que é usada por fora da saia com o camisu por baixo, nas casas tradicionais somente a Iyalorixá pode usar, se ela permitir suas filhas egbomis podem usar também, mas nunca permitirá o uso da Bata por uma ekédi, Yaô ou abian.
A Bata é símbolo de cargo ou posto dentro da hierarquia do candomblé. O pano da costa dobrado sobre o ombro também tem sua representação, é um símbolo de cargo pois as Yaôs o usam amarrado no peito, as egbomis na cintura e Iyalorixás no ombro.
Normalmente, saias e Batas de bordado richelieu , também só são usadas pelas Iyalorixás, assim como o pano da costa de Alaká africano.
Os turbantes também chamados de torço ou ojá, usados na cabeça normalmente são maiores e mais ornamentados, assim como determinados fio-de-contas não podem ser usados por pessoas que não tem cargo, o (fio de ouro)por exemplo só pode ser usado por Iyalorixás com mais de 50 anos de Santo, símbolo de senioridade (como o usado por mãe Menininha).

Além do simbolismo do vestuário, existem muitos objetos que podem ser caracterizados e usados somente por Iyalorixás e Babalorixás, o anél de ouro com um búzio incrustado é um deles. O brinco de ouro com búzio antes também exclusivo das iyalorixás tornou-se de uso comum, sendo usado até por pessoas que não fazem parte da religião.
Na nação Jeje o uso do Humgebê só é permitido a quem já fez a obrigação de sete anos, ou melhor, é quando a pessoa recebe o hungebê que passa a ser um vodunsi.
Outra característica do vestuário é o uso do Ojá na cabeça, no Candomblé Jeje quem é de santo aboró usa o ojá com uma aba, e quem é de santa Iyabá ou Aiabá usa duas abas.
Gotas
http://pt.wikipedia.org
Gotas

Macumba

Gotas

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O conceito da macumba está tão arraigado na cultura popular brasileira, que são comuns expressões como "xô macumba" e "chuta que é macumba" para demonstrar desagrado com a má sorte. As superstições nesse sentido são tão grandes, que até mesmo para a Copa do Mundo foram criados sites para espantar o azar

Popularmente, a palavra macumba é utilizada para designar genericamente os cultos sincréticos afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e divindades dos povos africanos trazidos ao Brasil como escravos, tais como os bantos, como o candomblé e a umbanda

Entretanto, ainda que macumba seja confundida com o candomblé e a umbanda, os praticantes e seguidores dessas religiões recusam o uso da palavra para designá-las

Outras acepções para o termo macumba são

Macumba, na acepção popular do vocábulo, é mais ligada ao emprego do ebó, feitiço, "despacho", coisa-feita, mironga, mandinga, muamba

Palavra usada no sentido pejorativo para se referir ao candomblé ou à umbanda

Diz-se mais comumente macumba que candomblé, no Rio de Janeiro, e mais candomblé do que macumba, na Bahia.

Popularmente, a palavra macumba é utilizada para designar genericamente os cultos sincréticos afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e divindades dos povos africanos trazidos ao Brasil como escravos, tais como os bantos, como o candomblé e a umbanda.

Entretanto, ainda que macumba seja confundida com o candomblé e a umbanda, os praticantes e seguidores dessas religiões recusam o uso da palavra para d

Gotas
http://pt.wikipedia.org.com Gotas

Ciganos

Gotas

Ciganos em Festa
Gotas

Conta a lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões.

Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar.

Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito.

Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer.
Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias.
Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio.

Segundo o livro oráculo (único escrito por uma verdadeira cigana) “Lilá Romai: Cartas Ciganas”, escrito por Mirian Stanescon - Rorarni, princesa do clã Kalderash, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: “Dalto chucar diklô” (Te darei um bonito lenço).

Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no Sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um Diklô, o mais bonito que encontrassem.

E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.

Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos.

Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo.

A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCÔ (ventre seco).

Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.

Os ciganos são um povo nômade amante da música, das cores alegres e da magia, que foi expulso por invasores árabes há quase 3 mil anos da região noroeste da Índia, onde hoje é o Paquistão. Depois de vagar pelas Terras do Oriente, os ciganos invadiram o Ocidente e espalharam-se por todo o mundo. Essa invasão foi uma das únicas na história da humanidade que foi feita sem guerras, dor ou derramamento de sangue. Trata-se de uma invasão cultural e espiritual e ao contrário do que muitos pensam, o Povo Cigano é que foi perseguido, julgado e expulso ao longo do seu pacífico caminhar.
O que não se sabe ainda é se esses eternos viajantes pertenciam a uma casta inferior dentro da hierarquia indiana (os parias) ou de uma casta aristocrática e militar, os orgulhosos (rajputs). Independente de qual fosse seu status, a partir do êxodo pelo Oriente, os ciganos se dedicaram com exclusividade a atividades itinerantes: como ferreiros, domadores, criadores e vendedores de cavalo

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Vodu

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Vodoun – Vodum – Voodoo – Voudun – Vodu – Vudu – Hoodoo - etc.

A palavra vodou é de origem Ewe/Fon e significa força divina, espírito, força espiritual. É usada pelo povo do oeste da África para designar os deuses e ancestrais divinizados.
No século XVIII o rei Agajá consolidou as crenças de vários clãs e aldeias, formando um “sistema espiritual dos Voduns”. Isso gerou uma enorme variação do termo, devido a quantidade de dialetos usados por esses clãs e aldeias, que somado a influência francesa, passaram a falar como entendiam.
Essa diversificação fonética dá-se também por conta dos idiomas de pesquisadores que “invadiram” a África, em busca de conhecimento sobre o Vodou. No Brasil, por exemplo, usamos o fonema Vodum.
A palavra Hoodoo não é uma variante de Vodou. O Hoodoo é uma sociedade haitiana similar as que existem no Benin (Sociedade do Bo) e Ghana (Sociedade Jou-Jou), onde pessoas são preparadas para ler oráculos e fazer fórmulas mágicas usando elementos da flora, da fauna e do mineral.
Como sou brasileira usarei daqui por diante o termo “Vodum”.
Quando foi estabelecido o grande reino de Dahomey, lá não existia o culto de Voduns. Nessa época, o atual rei sentia a necessidade de uma assistência espiritual que o ajudasse a combater os problemas que o atormentava. Mandou chamar um bokono (adivinho) e pediu que esse consultasse os oráculos.
A conselho dos oráculos mandou vir de diversas regiões os Voduns e construiu seus templos. Com isso Dahomey passou a sitiar diversos clãs e aldeias de Voduns. Anos mais tarde, o rei Agajá fez a consolidação, como já foi dito.
No período da escravidão, muitos daomeanos foram levados para o novo mundo e com eles a cultura e o culto dos Voduns.
Os Voduns cultuados no Brasil são originário da África, sua práticas e tradições se mantiveram intacta como era no Dahomey (atual Benin) desde o começo dos tempos.
A nação Jeje sofreu por alguns anos uma queda em seus cultos, devido a falta de informações. Os mais antigos preferiram levar para o túmulo seus conhecimentos a passá-los aos que poderiam perpetuar os Voduns no Brasil.
Dos filhos de Jeje que ficaram perdidos, sem conhecimento sobre Voduns, uns mudaram de nação e outros resolveram investigar, buscar, pesquisar suas origens e levantar a bandeira da nação. Hoje, graças a essas pessoas, a nação Jeje voltou a crescer e a seguir a cultura que foi deixada pelos escravos. Hoje, encontramos kwes e pessoas que realmente sabem o Culto dos Voduns, esses aprenderam na “própria carne” a passar seus conhecimentos e não deixar que nossa nação venha a sofrer novos abalos ou quedas. Com a proliferação de estudos e pesquisas sobre os Voduns, alguns dos mais velhos que ainda estão vivos resolveram colaborar e nos passar alguns conhecimentos.
A primeira coisa que os adeptos do Jeje devem aprender é a diferença entre Voduns e Orixás, (esse assunto vocês encontram no tópico Jeje África). Vodum é Vodum, Orixá é Orixá; Oya não é Vodum Jô. Aziri não é Oxum, Naetê não é Yemanja, etc.
Assim como na África, também fazemos Orixás dentro dos templos de Vodum, mas isso não os transforma em Voduns, eles são considerados deuses estrangeiros, aceitos em nossos templos. Esses Orixás são tão respeitados e venerados quanto os Voduns. Não existe discriminação nenhuma em relação aos dois deuses (Voduns/Orixás). Em templos de Orixás, também encontramos Voduns feitos, a única diferença é que no Jeje, não mudamos os nomes dos Orixás. Para nós Oya, Yansã são conhecida exatamente como Oya, Yansã. Já os Voduns em templos de Orixás mudam de nome, por exemplo, Vodum Dan/Bessen recebe o nome de Oxumarê, Sakpata recebe o nome de Omolu, etc. Esse diferença também é registrada na Nigéria, então, não é “coisa de brasileiro”.
Falar sobre os Voduns é uma tarefa de muita responsabilidade. No meu caso é o resultado de 30 anos vividos dentro do culto, somado as minhas pesquisas e estudos.
Os Voduns são agrupados por famílias; Savaluno, Dambirá, Davice, Hevioso; que se subdividem em linhagens.
A sociedade daomeana é patrilinear e polígena, isto é, dá-se por linha paterna; o homem é casado com diversas mulheres. A sociedade organiza-se em sibs, grupos de irmãos que têm a mesma mãe e o mesmo pai, sem base territorial própria e subdividem-se em famílias.
No Brasil, as casas de santo cultuam todas as famílias, porém, os Voduns são interligados entre si com comportamentos, costumes, gostos e atitudes sempre gerados pelo ancestre ou chefe de da casa.
Em minhas pesquisas encontrei mais de 450 Voduns; alguns cultuados no Brasil outros não. Acredito que com esse resgate poderemos ampliar nossos cultos e voltar a reverenciar Voduns, que tinham desaparecido devido a falta de informações, assim como admitir em nossos templos esses Voduns encontrados.
O Brasil herdou vastos panteões de divindades que ficaram regionalizados de maneira que somente alguns Voduns tiveram domínio nacional


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Fonte; SOCIEDADE ELEGBARA


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Exú 7 Encruzilhadas

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7 Encruziliada

Como todos sabem exu sempre foi ranzinza e encrenqueiro, adorava provocar confusões e fazia brincadeiras que deixavam a todos confusos e irritados. Certa manhã acordou desalentado, afinal quem era ele? Não fazia nada, não tinha poder algum, perambulava pelo mundo sem ter qualquer motivação. Isso não estava correto. Todos os orixás trabalhavam muito e tinham seus campos de atuação bem definidos e para ele nada fora reservado. Essa injustiça ele não iria tolerar. Arrumou um pequeno alforje e colocou o pé no mundo. Iria até o Orun exigir explicações. Depois de muito andar, finalmente chegou ao palácio de Olorun. Tudo fechado. Dirigiu-se aos guardas do portão e exigiu uma audiência com o soberano. Eles riram muito. Quem era aquele infeliz para vir ali e exigir qualquer coisa. Exu ficou enfurecido nem os guardas daquela porcaria de palácio o respeitavam. Passou então a gritar impropérios contra o grande criador. Imediatamente foi preso e jogado em uma cela onde ficou imaginando como sair daquela situação. Já estava arrependido de ter vindo, mas não daria o braço a torcer. Iniciou novamente a gritaria e tanto barulho fez que Olorun decidisse falar com ele. Exu explicou o que o trazia ali, falou da injustiça que se achava vitima e exigiu uma compensação. Pacientemente o pai da criação explicou que todos os orixás eram sérios e compenetrados, mas que ele, Exu, só queria saber de confusões e brincadeiras. Então como ousava tentar se igualar aos companheiros? Que fosse embora e não o aborrecesse mais. Era assim? Não prestava para nada? Era guerra? Resolveu fazer o que mais sabia. Comer! Todos sabiam de sua fome incontrolável desde o nascimento. Desceu do Orun e começou a atacar os reinos dos orixás. Comeu as matas de Oxóssi. Bebeu os rios de Oxum. Palitou os dentes com os raios de Xangô. O mar de Iemanjá era muito grande e ele foi bebendo aos poucos. A terra tornou-se árida e prestes a acabar. Por conta disso todos os orixás correram ao palácio em completo desespero. Exu imediatamente foi preso e arrastado novamente até o Orun, desta vez, porém, sentia-se vitorioso. Exigiu ser tratado com respeito e assumir um lugar no panteão divino. Se assim não fosse, nada devolveria e comeria o restante do mundo. Foi feita então uma reunião para se resolver o grande problema. Olorun não poderia julgar sozinho, todos que ali estavam tinham muito a perder. Depois de muita discussão chegaram a um consenso. Exu seria o mensageiro de todos eles, o contato terreno entre os homens e os deuses. Ele gostou, mas ainda perguntou: - E vou morrer de fome? - Nova discussão. Decidiram então que todos os orixás que recebessem oferendas entregariam uma parte a ele. Exu saiu satisfeito, agora sim tinha a importância que merecia, desceu cantarolando e devolvendo pelo caminho tudo que tinha comido. E a paz voltou a terra, mas ficou o recado: Com Exu ninguém pode!
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ORAÇÃO AO SETE ENCRUZILHADAS


Saravá Santo Ântonio de Pemba!
Saravá à força do Sete!
Saravá à todos os Exus!

Ajoelhado aos teus pés, estou rogando que me escute no sopro dos sete ventos, meu grande Exú Sete Encruzilhadas.

Com a força do teu garfo que carregas nas costas e da cruz do teu peito, eu humildemente peço que tenhas vidência das dores que trago no peito aflito.

Sete Encruzilhadas Exú dos sete caminhos, senhor rei das Sete Encruzilhadas de fé, sepulte nas sete catacumbas os nossos problemas e tristezas.

És um lindo homem, um cavalheiro, andas descalço com tua linda capa de veludo, a gargalhar pela noite, venceste sete guerras, vença pelo menos uma para mim, se eu merecer pois estou em desespero.

Sete Encruzilhadas, conheces as dores e angústias do mundo onde tu vivestes, amaste, sofreste e foste humilhado, mas hoje carrega a Coroa dos infelizes e essa coroa quem te deu foi a misericórdia de pai Oxalá, nos pés de pai Olorum.

Sete Encruzilhadas, coloque debaixo de teu pé esquerdo o nome dos meus inimigos, livrando-me das invejas, calúnias e dos olhos grandes. põe no meu coração o perdão e a justiça, para me reconhecer e me corrigir das minhas faltas.

Lindo homem de cabelos negros e olhos de cristal, perfuma a minha vida com o perfume das sete rosas vermelhas.

Atenda meu pedido, te imploro Sete Encruzilhadas pois sei que os teus protegidos, tu jamais desampara.

Rei dos sete mistérios, carregas as sete chaves do destino, abra os meus caminhos e me faça feliz, pois contarei sempre com a sua proteção, agora e em todas as horas de aflição.


Saravá Sete Encruzilhadas

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Brinque com ele Dourad'oxum

Alimente ele clicando na latinha.

Obrigada Mamãe Oxum

Vamos brincar um Pouco!!!